Hoje faço três meses como mãe, sim pois o tempo da barriga não conta como experiência em maternidade, por mais que eu tivesse lido meia dúzia de livros e mais uma dúzia de blogs sobre o assunto nada me preparou para o pós parto.
É incrível como a gente fica sensível e que por mais bem resolvida que eu fosse ante do bebê nascer todas as opiniões e pitacos de alguma forma me atingiam e muito.
E todo mundo quer se meter né! Todo mundo tem uma super dica para te dar ou uma superstição boba para colocar caraminholas na sua cabeça e parece que o mundo sabe cuidar melhor do seu filho que você!
Todo mundo tem uma verdade absoluta para te contar que segundo eles deve seguida, mas não existem verdades absolutas!!!
No fundo acho que tanta leitura só atrapalhou, pois me fez criar expectativas de como as coisas iriam acontecer, ou de como deveriam ser conduzidas, mas na vida real tudo é imprevisível e nada acontece como nos livros.
Cada bebê e cada mãe são únicos e cada família sabe das suas necessidades.
Eu tenho a sorte de ter um marido que me apoiou o tempo todo, que me colocava pra cima toda vez que eu desabava, que me lembrava que nós éramos o melhores pais que o Samuel poderia ter e que estávamos no caminho certo! Além disso tenho minhas melhores amigas da vida que sempre me apoiavam, me falando o quanto eu estava me saindo bem e como não deveria dar ouvidos para todo resto, uma simples conversa com elas já melhorava meu dia.
Ah meus dias, eram um misto de um louco amor e desespero em saber que aquele pacotinho dependia somente de mim.
É normal ficar triste nos primeiros dias, é normal querer sumir e voltar a sua vida de antes, é normal achar que está fazendo tudo errado, e é normal se sentir culpada por sentir isso tudo, mas passa, eu juro que passa!
Na última consulta à pediatra tinha uma mãe de recém nascido aguardando ser atendida, ela olhou o Samuel e perguntou quanto tempo ele tinha e disse que não via a hora da bebê dela ficar do mesmo tamanho, e eu me vi dando conselhos para ela como se meu filho já tivesse anos de vida, e percebi como todo aquele desespero do puerpério tinha ficado para trás, que só ficaram as boas lembranças de como meu pacotinho me fazia feliz desde o primeiro momento que segurei ele nos meus braços , e como minha vida aos poucos já estava voltando ao normal e como em tão pouco tempo eu e meu bebê já tínhamos aprendido tanto um com o outro.
